É sua audiência que agrega valor aos seus conteúdos

Produzir conteúdos e agregar valor a esta produção pode ser um desafio. Tudo depende das suas escolhas para este processo.

Muitas pessoas me perguntam nos e-mails, ou mesmo durante as aulas e webinário ao vivo sempre vem alguém me perguntar: “Por onde devo começar a produzir conteúdos?”

Pode parecer óbvia a resposta, só que racionalmente não é. É preciso começar pelo início. E onde está este ponto de partida? Na pesquisa sobre sua área de atuação e sobre o perfil do seu cliente ideal.

Então agora sou eu que te pergunto:

  • Você fez SUA segmentação?
  • Estudou seu nicho e identificou sua persona?
  • Navegou em buscas como eles fariam pela rede?
  • Identificou palavras chave e viu se realmente elas chegam onde você espera que eles te encontrem?
  • Verificou os assuntos que são recorrentes em suas pesquisas?

Se suas respostas foram afirmativas para a maioria destas perguntas, é hora de começar a produzir conteúdos para distribuição gratuita. Este é o primeiro contato que você terá com o perfil que você mapeou ou que você hipoteticamente identificou.

É na distribuição de conteúdos gratuitos que está a essência da estratégia de construção de SUA AUTORIDADE nas redes sociais.

Entrar em campo com conteúdos próprios, pode gerar alguma insegurança. Isso é normal! Afinal você está fazendo testes. Testes com os assuntos, com o formato, com a linguagem utilizada, com a audiência, com o tema… São inúmeros os testes que fazemos o tempo todo.

E em todos esses testes, é essencial que se pergunte:

  • Quais são os conteúdos que geram valor?
  • O que agrega valor aos conteúdos que produzimos?
  • Como atrair uma maior audiência?

É, nesta hora, que tudo parece escurecer…. porque as respostas para essas perguntas não são tão diretas quanto deveriam ser. E, se você não consegue ver uma saída para essas perguntas logo de cara, ou você começa a dar tiros para todos os lados sem saber quem poderá alcançar ou paralisa por não ver resultados imediatos…

Então, antes de pensar em parar tudo e ter um bloqueio criativo, é melhor darmos “dois passos para trás”.

É preciso retomar o processo de SEGMENTAÇÃO.

Posso dizer-lhe que…. qualquer conteúdo ou material que você venha a produzir será bem mais aderente à sua audiência se você fizer as pesquisas iniciais de segmentação.

Mesmo que você já trabalhe há anos no presencial com este público, o perfil que chega no online pode não ser exatamente o mesmo. E é na SEGMENTAÇÃO que você vai desenrolar este emaranhado de características e especificidades.

Dentro da área e do tema que escolheu, você realizou uma segmentação PARCIAL ou TOTAL?

Tudo começa com a SEGMENTAÇÃO do NICHO.

E em como esta segmentação impacta no desenvolvimento do seu negócio. Isso porque, no digital, se você pretende ser assertivo e preencher as lacunas específicas de um segmento, você deve trabalhar com o um NICHO específico, com um recorte bem específico.

Este nicho é um fragmento de um segmento de um mercado. Isso permite com que você mapeie de forma mais objetiva as dores, os problemas, os anseios, os desejos, as expectativas, os sonhos….

….e tuuuudddddoooo o que ainda está sem resposta ou que não está coberto por outras pessoas ou empresas que já atuam com este mesmo nicho de mercado.

Este mapeamento leva você à identificação de um perfil de público participante.

Ao fazer essa identificação, você pode chegar à conclusão de que o resultado ainda é muito amplo. Levantamento de dados demográficos e sócio econômicos podem não ser específicos.

Pode ser necessário esmiuçar um pouco mais buscar características culturais, ambientais, focar em contexto situacional mais especifico que permita identificar com maior precisão a dor ou o problema.

É a partir desta segmentação mais pontual que se chega a uma personificação deste público. Caracteriza-se o Avatar. A pessoa em específico que tenha as características compatíveis com o cliente ideal.

No curso Segmentação Extrema, eu traço este caminho desde a identificação do seu perfil como empreendedor até as pesquisas que você realiza para poder identificar características e padrões deste seu avatar, da sua concorrência e de outros produtores do seu nicho…

Com estes elementos em mãos, é possível fazer um levantamento dos temas, tópicos, abordagens e formatos de conteúdos. Buscar o que realmente conecta e engaja a sua audiência.

Para produzir conteúdos de valor, é preciso conhecer as expectativas daquele que recebe esses conteúdos. É preciso entender qual sua urgência, suas necessidades e seus desejos iniciais.

Agora, sim, começa efetivamente a produção dos conteúdos!

Conhecer bem o chão em que se está pisando, não garante a você o sucesso dos seus textos e postagens.

Os dados do perfil do público e do nicho em que você atua fornecem as diretrizes a serem usadas. Eles fornecem dados que podem ser usados nos cases e em escolhas de situações que sejam compatíveis com as dores e desejos deste público.

Tudo bemmmmm… se fosse somente isso, teríamos muitos conteúdos autorais SUPER TOP…. Enquanto o que vemos é o aumento de produtores de conteúdos profissionais para preencher esta lacuna.

Então vamos lá! O que você pode fazer para produzir conteúdos! Neste caso, produzir seus conteúdos. Vamos pensar que o primeiro passo é SEU. Mesmo que depois você opte por contratar um escritor para conteúdos, ou mesmo que decida por uma curadoria.

Aqui estão alguns degraus importantes que você precisa subir para fazer sua produção acontecer.

(1) Verificar quais assuntos, tópicos e subtópicos são relevantes para o seu avatar

Primeiro faça um levantamento próprio. Liste temas que considera importantes. Faça uma seleção que corresponda a uma sequência lógica de conteúdos a serem disponibilizados.

Faça recortes menores dos temas. E procure os pontos de conexão entre os assuntos elencados.

(2) Identificar a disponibilidade destes conteúdos

Para saber quais destes temas já andaram circulando pela internet e pelas redes sociais, faça uma pesquisa. Pesquise por palavras-chave e por expressões relacionadas aos temas e/ou alguns pontos específicos.

Verifique a recorrência com que estes temas foram abordados por outros produtores (sejam eles concorrentes ou não).

  • Qual a abordagem dada ao tema?
  • Qual a profundidade e complexidade com que estes assuntos foram tratados?
  • Quais as mídias utilizadas?
 (3) Trazer referências que agreguem valor

Para produzir conteúdos, você precisa ter referências. Você precisa conectar outras referências que tragam significado para sua audiência.

A depender do tema, você pode e deve complementar com dados estatísticos, ou dados de pesquisas. E ainda pode trazer autores que discorram sobre o tema. Trazer casos de aplicação prática e que possam contextualizar sua apresentação.

A presença de conteúdos de valor aumenta em até 35% o tempo de permanência no seu site ou em sua fanpage de visitantes e potenciais clientes. Lembrando que estes conteúdos também são disponibilizados por meio de palavras chave e expressões que os identifiquem. E isso faz com que o ranqueamento orgânico venha aumentar em até 43%.

O valor conteúdo não está somente nas referências e dados estatísticos adicionados, está principalmente em levar o seu leitor a aplicar o que você propõe e levá-lo a comprovar por conta própria o que você indica em seus textos, vídeos e áudios.

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(4) Utilizar as especificidades de cada mídia para produzir conteúdos

Primeiro você identifica por meio de pesquisa quais as mídias que mais impactam para o seu público. Pelo perfil do público, você consegue identificar as preferências da sua audiência.

Quais as mídias com que ele mais se identifica? Está aí uma lacuna com a qual você deve preocupar-se.  Cada mídia tem pontos de atenção que podem ser explorados na produção.

O que engaja mais? Áudio, vídeo, texto, imagem, animação…..

Depende muito de quem é seu público e o perfil de navegação e consumo digital. E para isso você precisará testar… Então aí vai dicas para produzir…

Se você escolhe fazer podcasts, precisará estar atento ao texto e à entonação. A modulação de sua voz, as pontuações e pausas são essenciais para a compreensão do conteúdo transmitido. Uma vinheta de abertura, uma chamada que identifique você… E em especial a conversa um para um.

Já se sua opção é o vídeo. Você pode explorar os cortes, os diferentes planos de filmagem, o posicionamento e gravação com duas câmeras, para poder fazer o corte e apresentar em dois ângulos diferentes…

Isso sem falar nas vinhetas de abertura, fechamento, transição. Sem esquecer as legendas, pois hoje muitos optam por ler as legendas em vez de ativar os áudios de vídeos.

Existem outros pontos importantes…. e veja que nem trouxe todas as mídias…

No curso  Estratégias de Produção de Conteúdos, exploro estes diferentes formatos de apresentação do conteúdo.

Afinal e aí que você pode desenvolver conteúdos diferenciados com o mesmo tema. Explorar aspectos diferentes e dar abordagens distintas de acordo com a mídia escolhida.

(5) Adotar estratégias de copywriting e escrita persuasiva para uma comunicação mais assertiva

Quero, porém, chamar sua atenção, que de nada adianta você trazer boas referências,…

….fazer uma extensa pesquisa de palavras e expressões chave,

…..escolher mídias e….

…..usar de recursos tecnológicos,

….se sua comunicação não for clara, direta e objetiva.

Sua COPY precisa trazer os elementos que conectem o conteúdo que você pretende passar com aquilo que sua audiência quer receber.

Meu objetivo aqui, neste momento, é chamar sua atenção para estas estratégias de comunicação. Estratégias que você vai usar para produzir conteúdos. Colocar a palavra certa no lugar certo é fundamental para o alcance do propósito do conteúdo a ser produzido e veiculado.

Um modelo simples de ser seguido é o AIDA. Muito usado entre os copywriters, o modelo segue uma estrutura lógica linear.

AIDA vem do inglês Attention, Interest, Desire e Action. Em português, a sigla permanece a mesma: Atenção, Interesse, Desejo e Ação. Estas etapas a serem percorridas ao produzir conteúdos, geram o envolvimento do leitor ou da audiência, conduzindo-o até a chamada para ação (CTA).

A – Atenção: chamar a atenção dos seus visitantes a partir da dor ou do prazer.

I – Interesse: despertar o interesse para a solução que você propõe.

D – Desejo: aumentar o desejo de aquisição da sua solução, do que você tem a oferecer.

A – Ação: convocar para a ação, seja ela de compra, de curtir, de compartilhar, comentar….

O AIDA pode ser usado combinado com storytelling ou outras estruturas de escrita conforme o objetivo da sua escrita.

E será que basta produzir conteúdos de valor e qualidade?

Claro que não! Você precisa distribuir seus conteúdos em redes sociais e grupos de interesse. E voltamos à pesquisa da segmentação.

Produzir conteúdos é o primeiro passo!

Com seus conteúdos em mãos, você precisa saber quais as redes sociais de interesse. Assim você pode fazer a distribuição dois seus conteúdos sem simplesmente pulverizar postagens. A função dos conteúdos está além de simplesmente fazê-los circular.

Então #ficadica! Elabore com calendário editorial.

Neste calendário, você colocará os temas e suas subdivisões, mídias, redes sociais…. Ele comporta ainda as estratégias de distribuição e como as postagens se conectam.

O objetivo das postagens deve ser levar seu Avatar a percorrer diferentes caminhos e chegar sempre a um lugar comum. Nesse lugar comum, é onde ele pode encontrar seus conteúdos mais consistentes e aderentes com a mensagem que você quer passar.

Este local, ponto de encontro, pode ser seu site, seu blog, sua fanpage ou seu canal do YouTube. Veja! Seu ponto de referência depende

  • do perfil do seu público,
  • de sua estratégia de comunicação com ele,
  • do formato que você utiliza com maior destreza para construir e colocar seus conteúdos, e
  • de onde seu cliente ideal certamente irá te procurar e te encontrar.

Afinal é por meio de toda essa produção de conteúdos e das estratégias que a produção e a divulgação envolvem que você constrói sua autoridade junto ao seu avatar.

Mas esta é outra história….